As ligações literárias do Porto (escritores e artistas famosos)

És um leitor? Interessas-te pela história da alfabetização? Se sim, este blogpost é para ti!

O Porto, em Portugal, tem uma história rica de literacia, com uma forte tradição de leitura e escrita que remonta a séculos. Desde escritores famosos como Fernando Pessoa e Eça de Queirós até às livrarias históricas e festivais literários da cidade, o Porto é um destino que qualquer amante de livros deve ter na sua lista de viagens. Neste post do blogue, vamos explorar as ligações literárias do Porto, desde os seus autores mais famosos até às suas livrarias e salas de leitura. Vamos mergulhar na história da literacia da cidade, examinando como o Porto se tornou um centro de escritores e artistas e como a sua herança literária continua a moldar a cidade hoje em dia. Quer sejas um leitor experiente ou simplesmente interessado na história da literacia, esta publicação do blogue vai dar-te uma visão abrangente das ligações literárias do Porto e da sua rica cultura literária.

O Porto tem um rico património literário, com uma longa história de atração de escritores e artistas para a cidade. Aqui estão algumas das mais notáveis ligações literárias do Porto:

  1. Fernando Pessoa – Talvez o mais famoso escritor português de todos os tempos, Fernando Pessoa passou grande parte da sua vida no Porto. É mais conhecido pela sua poesia e é frequentemente associado ao movimento literário do modernismo. A antiga casa de Pessoa no Porto, conhecida como a Casa Fernando Pessoa, foi preservada como museu.
  2. J.K. Rowling – Embora J.K. Rowling não seja natural do Porto, passou algum tempo a viver na cidade no início dos anos 90, quando era professora de inglês. Diz-se que a paisagem e a arquitetura da cidade inspiraram alguns dos cenários e temas da sua série Harry Potter.
  3. MiguelTorga – Miguel Torga foi um escritor português que viveu no Porto durante muitos anos. É conhecido pela sua poesia, contos e romances, muitos dos quais se passam nas regiões rurais de Portugal. A antiga casa de Torga no Porto é agora um museu dedicado à sua vida e obra.
  4. Eça de Queirós – Eça de Queirós foi um escritor do século XIX, considerado um dos maiores autores portugueses de todos os tempos. Apesar de ter nascido na Póvoa de Varzim, passou grande parte da sua vida no Porto e foi na cidade que ambientou muitos dos seus romances. A sua obra mais famosa, “Os Maias”, passa-se no Porto e é considerada um clássico da literatura portuguesa.
  5. Almeida Garrett – Almeida Garrett foi um escritor, dramaturgo e político que é considerado um dos fundadores da moderna literatura portuguesa. Nasceu no Porto e aí passou grande parte da sua vida. A antiga casa de Garrett no Porto, conhecida como a Casa-Museu de Almeida Garrett, foi preservada como museu.

Mais sobre Fernando Pessoa

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Fernando Pessoa foi um escritor português amplamente considerado como um dos maiores poetas da língua portuguesa. Nascido em Lisboa em 1888, Pessoa passou grande parte da sua vida no Porto, onde frequentou o liceu e mais tarde trabalhou como escritor e tradutor freelancer.

Pessoa é conhecido pela sua abordagem inovadora e experimental da poesia, bem como pelo uso de múltiplas personas literárias, ou “heterónimos”, que utilizou para criar vozes autorais distintas na sua obra. Alguns dos seus heterónimos mais famosos incluem Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.

A obra mais famosa de Pessoa é provavelmente a coleção de poemas intitulada “Mensagem”, publicada em 1934. Esta coleção é uma meditação sobre a história e a identidade portuguesas e é considerada um clássico da literatura portuguesa.

Para além da sua poesia, Pessoa escreveu também ensaios, crítica literária e obras de ficção, incluindo um romance intitulado “O Livro do Desassossego”, que só foi publicado depois da sua morte.

Pessoa foi um escritor prolífico, e muitos dos seus manuscritos e obras inéditas foram descobertos e publicados postumamente. O seu legado literário continua a inspirar escritores e leitores em todo o mundo e é considerado uma das figuras culturais mais importantes da história de Portugal.

Mais sobre J. K. Rowling…

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J.K. Rowling é uma autora e filantropa britânica, mais conhecida por ter criado a série de livros Harry Potter. Nasceu Joanne Rowling em 31 de julho de 1965, em Yate, Inglaterra. Os pais de Rowling eram ambos de famílias da classe trabalhadora, e ela cresceu numa situação de relativa pobreza.

Rowling frequentou a Universidade de Exeter, onde estudou Francês e Clássicos. Depois de se formar, trabalhou em vários empregos, inclusive como pesquisadora e secretária bilíngüe, além de escrever histórias em seu tempo livre.

Em 1995, Rowling completou o manuscrito do primeiro livro de Harry Potter, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. O livro foi publicado em 1997 e rapidamente se tornou uma sensação, dando origem a uma série de sequelas e lançando Rowling para a fama internacional.

Ao longo da sua carreira, Rowling recebeu inúmeros prémios e distinções pela sua escrita, incluindo a Ordem do Império Britânico e a Legião de Honra. Também foi reconhecida pelo seu trabalho filantrópico, particularmente nas áreas da alfabetização e da investigação da esclerose múltipla.

Para além da série Harry Potter, Rowling escreveu vários outros livros, incluindo “The Casual Vacancy” e a série Cormoran Strike sob o pseudónimo Robert Galbraith.

Rowling é também conhecida pelo seu ativismo e franqueza em questões sociais e políticas, incluindo os direitos LGBT, a saúde mental e a pobreza. Apesar de alguma controvérsia sobre as suas opiniões, continua a ser uma das autoras mais amadas e bem sucedidas de todos os tempos, tendo os seus livros vendido mais de 500 milhões de cópias em todo o mundo.

Mais sobre Miguel Torga

Miguel Torga, cujo verdadeiro nome era Adolfo Correia Rocha, foi um escritor e poeta português que nasceu a 12 de agosto de 1907, em São Martinho de Anta, uma pequena aldeia na região norte de Trás-os-Montes. É considerado uma das figuras mais importantes da literatura portuguesa do século XX, sendo conhecido pela sua poesia, contos e romances.

Torga cresceu no seio de uma família pobre e teve de trabalhar como pastor durante a sua infância. Mais tarde, frequentou o liceu em Braga e estudou medicina na Universidade de Coimbra, onde se envolveu nos círculos literários e começou a publicar as suas primeiras obras.

A escrita de Torga é conhecida pelo seu retrato cru, intenso e muitas vezes realista da vida rural em Portugal. Muitos dos seus contos têm como cenário a região de Trás-os-Montes, onde cresceu, e centram-se nas lutas de pessoas comuns que tentam ganhar a vida num ambiente duro e implacável.

Entre as obras mais conhecidas de Torga contam-se as colectâneas de contos “Bichos” (1940) e “Contos da Montanha” (1941), bem como o romance “Os Irmãos” (1938). Escreveu também vários volumes de poesia, entre os quais “Rampa” (1943) e “Cântico do Homem” (1950).

Torga foi um escritor prolífico e continuou a publicar novas obras ao longo da sua vida. Morreu a 17 de janeiro de 1995, em Coimbra, com 87 anos. Hoje, é recordado como um dos mais importantes escritores da moderna literatura portuguesa, e as suas obras continuam a ser lidas e estudadas por leitores e estudiosos.

Para além destes escritores famosos, o Porto é também o lar de uma série de cafés literários, livrarias e festivais. A Livraria Lello, por exemplo, é famosa pelo seu interior ornamentado e foi um dos locais favoritos de J.K. Rowling quando viveu no Porto. A cidade também acolhe um festival literário anual, conhecido como a Feira do Livro do Porto, que atrai escritores e leitores de todo o mundo.

Mais sobre Eça de Queirós

Eça de Queirós foi um escritor português do século XIX, considerado um dos maiores autores da literatura portuguesa. Nasceu na Póvoa de Varzim, Portugal, em 1845, e passou grande parte da sua vida em Lisboa e no Porto. Queirós é conhecido pelo seu estilo realista de escrita e pelo seu comentário social satírico, que muitas vezes criticava as classes altas da sociedade portuguesa.

Queirós estudou Direito na Universidade de Coimbra antes de iniciar uma carreira na função pública. No entanto, cedo abandona esta carreira para se tornar jornalista e escritor. O seu primeiro romance, “O Crime do Padre Amaro”, foi publicado em 1875 e causou escândalo devido ao seu retrato franco da Igreja Católica e do seu clero.

Queirós escreveu outros romances, muitos dos quais se passam nas regiões rurais de Portugal. A sua obra mais famosa, “Os Maias”, é considerada um clássico da literatura portuguesa e passa-se na cidade de Lisboa. O romance explora temas como a decadência, a corrupção e a degradação moral das classes altas da sociedade portuguesa.

Queirós era um observador atento da sociedade e da cultura portuguesas, e a sua escrita reflectia frequentemente as suas opiniões sobre política, religião e a paisagem social em mudança do seu tempo. As suas obras são conhecidas pelas descrições vívidas de pessoas e lugares, e pelo uso da ironia e da sátira para comentar as questões da época.

Hoje, Queirós é considerado um dos mais importantes escritores da literatura portuguesa e as suas obras continuam a ser estudadas e celebradas em Portugal e no estrangeiro. A sua antiga casa no Porto, o Palácio de Cristal, foi convertida num museu dedicado à sua vida e obra.

Mais sobre Almeida Garrett

João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett, mais conhecido por Almeida Garrett, foi um escritor e político português nascido a 4 de fevereiro de 1799, no Porto, Portugal, e falecido a 9 de dezembro de 1854, em Lisboa, Portugal.

As obras de Garrett são consideradas essenciais para o Movimento Romântico em Portugal, tendo sido uma das figuras de proa da revolução literária que ocorreu no país no início do século XIX. Foi também uma figura-chave na Revolução Liberal Portuguesa de 1820, que procurou derrubar a monarquia absolutista e estabelecer uma monarquia constitucional em Portugal.

A carreira literária de Garrett começou com a publicação do seu poema “Camões”, que celebrava a obra do grande poeta português Luís de Camões. Escreveu ainda outros poemas, incluindo “Morceaux de poésie”, “Adozinda” e “João José, ou o dom de adivinhar”.

Para além da sua poesia, Garrett escreveu várias peças de teatro, entre as quais “Frei Luís de Sousa”, considerada uma das maiores obras da literatura portuguesa. A peça conta a história de um fidalgo que é injustamente acusado de traição e condenado à morte, mas que acaba por ser ilibado através da intervenção da sua mulher.

Garrett foi também romancista, e o seu romance mais famoso é “Viagens na minha terra”, que é uma combinação de relato de viagem e narrativa ficcional. O livro descreve uma viagem a Portugal do narrador, que encontra várias personagens e vive várias aventuras pelo caminho.

Garrett também se envolveu na política, tendo sido Ministro do Interior do governo português na década de 1830. Foi um acérrimo defensor das ideias liberais e lutou contra as forças conservadoras que procuravam manter a velha ordem em Portugal.

Em reconhecimento do seu contributo para a literatura e cultura portuguesas, os restos mortais de Garrett foram sepultados no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, juntamente com os de outras grandes figuras portuguesas, como Luís de Camões e Vasco da Gama. Além disso, várias ruas e edifícios em Portugal têm o seu nome, incluindo a Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.

Explora a história do Porto

O passeio foi concebido para todas as idades, é uma forma interactiva e envolvente de descobrir a história, a cultura e as jóias escondidas do Porto. Vais aprender factos fascinantes sobre a cidade, resolver enigmas e, acima de tudo, divertir-te muito! Este passeio é perfeito para famílias, amigos e viajantes individuais que querem explorar a cidade de uma forma única e emocionante.

Ao longo do passeio, vais explorar os locais históricos do Porto. Vais descobrir alguns dos marcos mais emblemáticos do bairro, como a Torre dos Clérigos, a Estação de São Bento e a Livraria Lello!

Mas o passeio não é só turístico, pois à medida que percorres as ruas, vais resolvendo enigmas e respondendo a perguntas que te levarão a descobrir tesouros escondidos.

A visita é autoguiada, pelo que podes começar e terminar ao teu próprio ritmo, podendo também fazer as pausas que quiseres. A visita foi concebida para ser concluída em cerca de 2 horas, mas podes demorar o tempo que quiseres a terminá-la.


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